
Ainda me lembro dos teus passos
Quase ensurdecedores, quando chegaste
De mansinho ao meu coração,
Lembro-me que nem sequer bateste á porta,
Entraste, e no caminho por onde passavas,
Ias construindo muros altos,
Ias plantando rosas e túlipas,
Que aclamavam a tua existência.
E eu cansada de lutar, deixei-te entrar.
Fui escavando dentro de mim,
Alargando a tua passagem,
Procurando um lugar maior para te pôr.
Fui deitando fora recordações,
Deitei fora amores antigos,
Que quase me destruiram a alma,
Agora esquecidos na eterna ignorância
Da minha loucura,
Até que não restava mais nada...
Tu preenches o meu ser,
És motivo da minha alegria,
Vives nas pontas dos meus dedos,
No brilho dos meus olhos,
Nos sorrisos que se abrem no meu rosto,
Quero guardar esta felicidade para sempre,
Porque mesmo que não fiques comigo,
Este sentimento percorrerá toda uma eternidade!
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